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A evolução da informação ligada a saúde

A evolução da informação ligada a saúde e a contribuição do Big data

Você já parou para pensar o quanto as informações relacionadas a área da saúde estão rápidas? Entenda por quê

Hoje, o acesso a dados de doenças, estudos científicos, plataformas digitais, livros médicos tornou – se incrivelmente fácil.
A nossa dependência do papel está cada vez menor! A revolução digital provocou uma adaptação na forma como anotamos e acessamos informações, de modo que acessar informações no papel, livros físicos e bibliotecas deixam, aos poucos, de fazer parte da nossa realidade cotidiana.
Antigamente, as pessoas tinham o costume de guardar uma grande coleção de livros para pesquisas e estudos, por simplesmente por não confiarem e não terem acesso a informações remotas.
Lembro bem, que na minha época de faculdade e residência médica, os estudos eram em bibliotecas, livros físicos, pelos quais brigamos para reservar. A leitura de artigos científicos era certamente mais complexa e mais difícil do que é hoje.

Hoje, durante as aulas com os residentes e alunos da faculdade em que faço parte do corpo docente observo que os alunos não anotam nada mais em cadernos, simplesmente fotografam meus slides e anotam nos tablets. Assim a informação pode ser repassada entre eles com uma facilidade cada vez maior.

Da mesma forma, quando recomendo um livro ou artigo para leitura, todos acessam no exato momento em que recebem a informação. O conhecimento quase “voa”. O estudo médico nos tempos atuais é rápido, na palma da mão, com artigos que acabaram de sair do forno ou com livros digitais que já estão guardados na “nuvem”.

Foi-se o tempo em que o médico sabia mentalmente toda a posologia contraindicação de um medicamento. Hoje em dia são muitas as opções de medicamentos e não é fácil acompanhar toda essa atualização.
Assim, para a indicação de um medicamento, basta o médico entender as principais restrições do paciente, como uma alergia ou gravidez, e buscar em uma bula online o principal medicamento dada as restrições.

Sabe o que tem de melhor em todo este processo evolutivo de informação médica? O conceito de Big data. Big data é a junção de um conjunto de informações extraídas de um grande volume de dados, os queis sem a tecnologia atual não seria possível armazenar e comparar. O objetivo é  encontrar características comuns em um grupo de pessoas ou em um lugar e ter dados mais fidedignos sobr as nossas pesquisas.

O uso de big data na área da saúde pode ajudar na prevenção de doenças, em diagnósticos complexos e até na diminuição de custos de pesquisa devido a disseminação do conhecimento. Com os dados e informações obtidos em um grande cenário, é possível traçar um perfil de sintomas ou características de pacientes com algum tipo de doença e fazer previsões mais precisas ou até mesmo identificar sobre a efetividade de diversos tratamentos.

Este assunto me veio a cabeça devido a enxurrada de informações, muitas vezes não cientificas, que temos recebido nesta pandemia.
As fake news também existem neste campo e podem ser muito prejudiciais se não conferirmos as informações que recebemos, e ainda mais maléficas se as repassarmos. Dados não comprovados podem levar a conclusões errôneas e confusões a respeito do que pensar. Estamos todos desejando que os esforços pessoais e institucionais sejam recompensados com vacinas e ações preventivas para que esta situação desastrosa não se repita.
Se você tem dúvidas ou sugestão de tema para esta coluna, envie: daniel.baumfeld@gmail.com
Abraços a todos!

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