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Anti-inflamatório muscular

Anti-inflamatório muscular: é um dano para saúde ou alívio imediato?

O consumo excessivo de anti-inflamatório não esteroidal (AINEs) tem sido motivo de preocupação entre médicos e pesquisadores. Dentre os AINEs mais utilizados, destacam-se o ibuprofeno, o diclofenaco e a nimesulida. De acordo com a Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos no Brasil (PNAUM), 8,5% da população brasileira tomou anti-inflamatório para dor muscular nos 15 dias anteriores à entrevista. A pesquisa ouviu mais de 40 mil indivíduos em cinco regiões do país.

Os AINEs são medicamentos utilizados para aliviar dores e inflamações, sendo indicados para tratar diversas condições, como artrite, tendinite, dor de dente, cólica menstrual, entre outras. Porém, é importante reforçar que o uso excessivo desses medicamentos pode trazer sérios riscos à saúde, como problemas gastrointestinais, renais e cardíacos.

Preparamos este artigo onde apontamos estudos que vêm tentando explicar como o anti-inflamatório muscular pode ser um importante aliado para o tratamento de dores musculares e processos inflamatórios, ao mesmo tempo que se mal administrado, torna-se um inimigo à saúde. Então vem com a gente!

Como o anti-inflamatório muscular age no organismo

Existem dois tipos principais de anti-inflamatório para dores musculares: os esteroidais e os não esteroidais.

O anti-inflamatório muscular esteroidal é derivado do hormônio cortisol, produzido naturalmente pelo corpo humano. Ele age inibindo a produção de substâncias inflamatórias pelo organismo, diminuindo assim a inflamação e aliviando a dor. Porém, esse medicamento possui vários efeitos colaterais, como a supressão do sistema imunológico e o aumento do risco de infecções.

Já os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como o ibuprofeno, o diclofenaco e a nimesulida, atuam inibindo a ação de uma enzima chamada ciclooxigenase (COX), responsável pela produção de prostaglandinas, substâncias que desencadeiam a inflamação e a dor no organismo. Dessa forma, os AINEs aliviam a dor e diminuem a inflamação, sendo amplamente utilizados no tratamento de condições como artrite, tendinite, dor de dente, entre outras.

É importante ressaltar que o uso de anti-inflamatório muscular deve ser sempre acompanhado por um médico, que avaliará a necessidade e a dosagem adequada do medicamento, levando em consideração o histórico médico e as condições de saúde do paciente. Além disso, é fundamental que o paciente siga as orientações médicas quanto ao uso desses medicamentos, evitando sua automedicação e informando o médico sobre todos os medicamentos que faz uso, incluindo os de venda livre.

Se o anti-inflamatório para dor muscular é usado para tratar, eles podem nos prejudicar?

O uso prolongado de anti-inflamatório muscular pode trazer sérios riscos à saúde, especialmente no que diz respeito à função renal. Os rins, que são responsáveis pela filtragem do sangue, podem ser prejudicados pelos medicamentos, resultando em uma condição conhecida como lesão renal aguda. Esse risco é ainda maior em pacientes idosos ou com outras condições de saúde que afetam a capacidade de filtragem glomerular dos rins, tornando-os mais vulneráveis aos efeitos nefrotóxicos dos anti-inflamatórios.

O consumo de Prednisolona pode acarretar em diversos riscos à saúde. Um dos principais problemas causados por esse medicamento é a interferência na regulação do açúcar no sangue, o que pode levar ao desenvolvimento de diabetes. Além disso, uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apontou que o bloqueio descontrolado ou exagerado da ação inflamatória pode atrasar a cicatrização de tecidos lesionados, em vez de promover sua cura.

De acordo com um boletim emitido pela Food and Drug Administration (FDA), órgão responsável pela regulamentação dos medicamentos nos Estados Unidos, a ingestão de Prednisolona durante a gravidez pode trazer graves consequências para o feto. Isso porque o medicamento pode prejudicar a produção de líquido amniótico, afetando a musculatura e os pulmões do feto e, em casos mais graves, até mesmo levando à morte. É fundamental que as gestantes evitem a automedicação e sempre consultem um médico antes de utilizar qualquer medicamento.

Contudo, esses estudos têm por objetivo apontar que o uso de forma desenfreada do medicamento pode sim ser um fator prejudicial para a saúde, como qualquer outro medicamento.

Apesar de dados apontarem que o uso deste medicamento pode ser fatal, em outro estudo realizado por Moisés Silvestre de Azevedo Martins e Eryclis Eduardo Miguel Nunes através da UNIPAR, foi concluído que: “o  uso  do naproxeno  como  recurso  ergogênico  no  treinamento de força  reduz  a  percepção  de  fadiga,  mas  não  tem  efeito direto no dano muscular, investigado por meio do marcador lactato, que não indicou uma interferência significativa nos parâmetros neuromusculares analisados” (Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, Umuarama, v. 24, n. 3, p, 139-144, set./dez. 2020).

O que significa que, o uso do naproxeno (AINE) para o tratamento da dor por uso da força muscular, não apresentou qualquer tipo de interferência no desempenho neuromuscular.

Tomar anti-inflamatório para distensão muscular funciona?

O uso de anti-inflamatórios para o tratamento de distensões musculares pode oferecer alívio temporário dos sintomas, como dor e inflamação. Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno ou o naproxeno, são comumente prescritos nesses casos.

Esses medicamentos atuam reduzindo a produção de substâncias químicas responsáveis pela inflamação no corpo. Ao diminuir a inflamação, eles podem ajudar a aliviar a dor associada à distensão muscular.

No entanto, é importante entender que o uso de anti-inflamatórios para distensões musculares não trata a causa subjacente da lesão muscular. Eles apenas proporcionam um alívio sintomático temporário. O tratamento eficaz de uma distensão muscular envolve uma abordagem completa, que inclui repouso, aplicação de gelo, compressão, elevação, alongamento e reabilitação adequada.

Pode ter medicamentos para funcionário na empresa?

A possibilidade de fornecer medicamentos para funcionários dentro da empresa pode variar de acordo com as políticas específicas da organização, as leis locais e as regulamentações de saúde e segurança no trabalho. Em muitos casos, as empresas podem ter políticas claras sobre o fornecimento de medicamentos no local de trabalho. Algumas considerações incluem:

  1. Kit de Primeiros Socorros: Muitas empresas fornecem kits de primeiros socorros que contêm medicamentos básicos, como analgésicos, antissépticos e curativos para uso em situações de emergência.
  2. Políticas Internas: As empresas geralmente têm políticas internas que regulamentam o fornecimento, o armazenamento e o uso de medicamentos no local de trabalho. Essas políticas podem variar dependendo do setor e das regulamentações locais.
  3. Profissional de Saúde no Local de Trabalho: Algumas empresas, especialmente aquelas com locais de trabalho maiores, podem ter profissionais de saúde no local, como enfermeiros ou paramédicos, que podem fornecer orientação e medicamentos básicos em situações emergenciais.
  4. Consultoria Jurídica: É crucial que as empresas consultem advogados especializados em direito trabalhista e de saúde para garantir que estejam em conformidade com as leis e regulamentações locais.
  5. Restrições Legais: Em alguns países ou regiões, pode haver restrições legais sobre quem pode administrar medicamentos no local de trabalho e quais tipos de medicamentos podem ser fornecidos.

É importante ressaltar que medicamentos mais complexos, que exigem prescrição médica, geralmente não devem ser fornecidos sem a devida orientação médica. A gestão da empresa deve priorizar a segurança e o bem-estar dos funcionários e garantir que quaisquer práticas relacionadas a medicamentos estejam em conformidade com as leis e regulamentações locais.

É recomendado consultar um profissional de saúde, como um médico especialista em distensão ou fisioterapeuta, para obter um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado para sua distensão muscular. Eles serão capazes de avaliar sua condição, orientar o uso adequado de medicamentos e fornecer um programa de reabilitação eficaz para promover a recuperação muscular.

Conclusão

Após as informações aqui apresentadas podemos chegar a conclusão de que os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e anti-inflamatórios esteroides são grandes aliados para diversos tratamentos em nossos organismos, podendo inclusive ser um bom componente pós-treino de atletas de alta performance, por conter substâncias capazes de inibir enzimas produzidas pelo organismo que causam a inflamação muscular.

Além de tratar as inflamações por infecções bacterianas e virais. Contudo, o uso desenfreado dessa medicação pode acarretar uma série de problemas em nossa saúde, como problemas renais, por exemplo. Por isso é importante a atuação do médico que receite a utilização de forma adequada e controlada do melhor anti-inflamatório para dor muscular para o seu caso, preservando assim seu organismo de forma mais saudável.

Se quiser saber mais a respeito e ter uma avaliação qualificada, aqui na Clínica Vicci em BH lhe proporcionamos um atendimento com ótimos profissionais que lhe garantirão a melhor experiência. Entre em contato.