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Meu Tendão de Aquiles dói

Meu Tendão de Aquiles dói, e agora? Preciso operar?

Tendão é muito ativado, responsável por transmitir força da musculatura das panturrilhas aos pés, no movimento de flexão do tornozelo. E cobra caro por isso

região posterior (de trás) do calcanhar é um local frequente de dor. Essa região, frequentemente denominada no meio popular como esporão superior é uma área muito importante, pois serve de inserção (local de conexão) do tendão mais forte do corpo: o tendão Calcâneo ou tendão de Aquiles.

Esse tendão é muito ativado durante o dia-a-dia, pois é responsável por transmitir as forças da musculatura das panturrilhas aos pés, realizando o movimento de flexão do tornozelo. Esse movimento é o que nos dá impulsão para caminhar, correr e saltar, fazendo com que esse complexo também seja conhecido como a “mola da perna”.

Tanta importância não poderia deixar de cobrar sua conta. Tamanha transmissão de força gera na área de contato do tendão com o calcanhar (sua êntese) um processo de degeneração remodelação contínua, que pode começar com um processo inflamatório, perda da qualidade das fibras do tendão, evoluindo com microrrupturas ossificação do tendão nos últimos estágios. O que os pacientes sentem ao longo desse processo é dor e até mesmo incapacidade para andar.

O nome desse processo é Tendinopatia do Aquiles, que pode ocorrer na área de contato com o calcanhar, sendo assim chamada de Insercional ou em uma região mais alta, sendo chamada de não insercional. A condição afeta tanto mulheres como homens, normalmente ativos, e é muito comum em corredores. Cuidar dessa doença é muito importante, pois um tendão degenerado pode predispor a rupturas do Tendão de Aquiles.

Inúmeros tratamentos estão disponíveis para essas dores no calcanhar. Inicialmente o tratamento conservador ou não cirúrgico é o escolhido, e envolve fisioterapia, priorizando o fortalecimento excêntrico (alongando) do tendão e outras técnicas fisioterápicas para controle da dor. Tipo de calçado, tipo de passada na corrida, balanço muscular global também são fatores a serem analisados. As ondas de choque também têm relevância no tratamento dessa lesão, sendo bem estudada principalmente para a Tendinopatia Insercional.

Quando tudo isso falha, ainda há esperança. Hoje já existem cirurgias modernas que possibilitam o tratamento da lesão, recuperação do tendão, reabilitação funcional e retorno às atividades, possibilitando aos pacientes a melhora da dor e da qualidade de vida. Obviamente, existem várias técnicas disponíveis e só um ortopedista capacitado ou especialista em pé e tornozelo pode orientar e indicar a melhor conduta.

Se você tem dúvidas ou sugestão de temas, envie para tiago.baumfeld@gmail.com

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