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Miocardiopatia: o que é e quais os sintomas?

Miocardiopatia o que é e quais os sintomas?

As doenças no coração são consideradas complicadas para qualquer pessoa, mesmo com todos os tratamentos avançados, é necessário sempre ter atenção. Por isso, ao longo desse conteúdo vamos mostrar todos os detalhes sobre a miocardiopatia, inclusive como prevenir e fortalecer esse órgão.  

Esse tema é essencial para a saúde e qualidade de vida de qualquer pessoa. Para você ter ideia, em 2021, mais de 230 mil brasileiros morreram por doenças cardiovasculares. De acordo com levantamento feito pela CNN no portal de transparência da Arpen-Brasil (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais) em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o número é  6,8% maior ao ano anterior. 

Por isso, não há outro caminho: é preciso entender sobre essas doenças e começar a adotar métodos para preveni-las. Então, vamos começar com a miocardiopatia.

O que é miocardiopatia? 

De uma maneira bem simples, podemos dizer que miocardiopatia é uma doença que afeta o sistema cardiovascular, impossibilitando o bombeamento de sangue necessário para o funcionamento do resto do corpo humano. 

Para sermos mais precisos, a miocardiopatia causa alterações no músculo cardíaco, gerando esse interrompimento na capacidade de bombear o sangue. 

Um ponto importante sobre essa doença é o fato de ser conhecida também como cardiomiopatia, portanto, você pode encontrar diagnósticos com os dois nomes. 

Como essa alteração pode ser parcial, total e ainda em níveis diferentes, existem diferentes tipos dessa doença, a seguir vamos explicar os detalhes de cada um:

Tipos de miocardiopatia: 

Abaixo, vamos apresentar as diferenças entre miocardiopatia dilatada, hipertrófica e restritiva. 

1. cardiomiopatia dilatada sintomas

O tipo mais comum de miocardiopatia é a dilatada. Essa doença afeta, sobretudo,  o ventrículo esquerdo do coração, dilatando as fibras musculares, causando intensa dificuldade para realizar o bombeamento do sangue. 

Esse tipo de miocardiopatia nem sempre está acompanhando de sintomas aparentes. Em boa parte dos casos, só é possível saber que o quadro é referente à miocardiopatia dilatada quando há uma manifestação de insuficiência cardíaca ou arritmia.

No entanto, alguns sintomas mais leves podem estar associados ao processo de dilatação desse músculo do coração, os principais são:

  • Fraqueza e fadiga sem um motivo claro e de forma repentina.
  • Falta de ar, seja em momentos de atividade ou de repouso. 
  • Vertigens, tonturas ou desmaios
  • Abdômen inchado e ganho de peso repentino devido, principalmente, ao processo de retenção de líquidos. 
  • Palpitação e sensação de batimentos cardíacos acelerados de forma demasiada. 

2. Miocardiopatia hipertrófica

Como o nome sugere, a miocardiopatia hipertrófica é responsável por causar a hipertrofia do músculo do coração, deixando-o mais rígido e aumentando a dificuldade do processo de bombeamento do sangue. 

Um dos principais fatores que podem levar à doença está relacionado com questões genéticas. Uma alteração na formação do músculo e das células pode provocar o desenvolvimento excessivo do músculo cardíaco, fazendo com que seja mais espesso que o necessário. 

Assim como a miocardiopatia dilatada, boa parte dos casos não conta com um sintoma prévio, sendo diagnosticada apenas durante exames cardíacos ou mesmo em uma eventual complicação. 

No entanto, existem alguns alertas que podem estar associados a uma alteração nas condições normais do músculo do coração, podendo indicar uma condição de hipertrofia. Entre esses sintomas, vale a pena destacar:

  • Dores no peito de forma constante. 
  • Palpitação e sensação de batimentos cardíacos acelerados de forma demasiada.
  • Sensação de falta de ar, sobretudo após a realização de exercícios físicos, ou mesmo de atividades corriqueiras como subir escadas. 

3. Miocardiopatia restritiva

O último tipo de miocardiopatia é a restritiva. Esse tipo é considerado a forma mais rara desta doença cardíaca. 

Trata-se dos casos em que os ventrículos, que são as câmaras internas do coração, são rígidos e não possuem a flexibilidade necessária para realizar o movimento de expansão necessário para o bombeamento do sangue. 

Pacientes que são diagnosticados com miocardiopatia restritiva normalmente possuem átrios maiores e ventrículos menores que o ideal. Essa desproporcionalidade é a causa chave para causar essa doença. 

Por ser mais rara, as causas também são desconhecidas, entretanto, boa parte dos casos surgem a partir de outras condições cardíacas. 

Como a cardiomiopatia é diagnosticada?

Ao sentir algum desses sintomas, ou mesmo durante um exame cardíaco, a miocardiopatia pode ser detectada. Para a confirmação dessa doença, o médico conta com alguns exames:

  • Ecocardiograma: esse é o principal exame para diagnosticar doenças relacionadas ao coração. A partir de ondas de ultrassom é possível produzir uma imagem do coração e entender como está o processo de bombeamento de sangue. 
  • Ressonância magnética – a ressonância magnética é um exame muito comum para identificar lesões ortopédicas e também é importante no caso de cardiomiopatia. Por meio desse exame é possível analisar as estruturas e músculos do coração. 
  • Cateterismo cardíaco: esse procedimento é considerado mais invasivo do que os citados acima, porém, em alguns casos, pode ser necessário. Trata-se de um processo em que um cateter é inserido no coração, seja pelo braço, pescoço ou virilha. Por meio desse cateter o médico consegue avaliar a pressão do sangue.  

Como é o tratamento para cardiomiopatia?

Agora que todos os tipos de miocardiopatia, vamos esclarecer algumas questões sobre o tratamento dessa doença. 

É preciso sempre lembrar que qualquer tratamento só pode ser definido por profissionais competentes, nesse caso um cardiologista. Para isso, esse médico leva em consideração exames, características do paciente e até mesmo o estado em que se encontra. 

Por isso, as informações a seguir servem para que você tenha uma noção e não devem substituir o que o médico define. 

Com isso claro, a miocardiopatia é uma doença que não possui uma cura definitiva, no entanto, existem tratamentos para prevenir complicações, controlar os sintomas, impedir o avanço da doença e fornecer saúde e qualidade de vida. 

Os principais tratamentos passam por:

  • Alimentação saudável e controle de consumo de alimentos gordurosos. 
  • Atividades físicas moderadas, levando em consideração o limite de cada pessoa. 
  • Controle doenças que podem provocar complicações como hipertensão, diabetes e colesterol alto. 
  • Repouso regular, é fundamental contar com sono de qualidade. 

Esses tratamentos, a adoção de um estilo de vida saudável é fundamental. Por isso, a seguir, vamos falar mais sobre esse tema:

Hipertrofia no coração tem cura?

A hipertrofia cardíaca não tem uma “cura” definitiva no sentido de reverter completamente o aumento do tamanho e espessura do músculo cardíaco. No entanto, é possível tratar a causa subjacente da hipertrofia, controlar os sintomas e prevenir complicações futuras.

O objetivo principal do tratamento da hipertrofia cardíaca é gerenciar as condições subjacentes que estão causando o aumento do músculo cardíaco, como hipertensão arterial, doença valvar, doença arterial coronariana, entre outras. Isso envolve controlar a pressão arterial, reduzir a sobrecarga cardíaca, melhorar o fluxo sanguíneo para o coração e tratar qualquer condição subjacente que possa estar contribuindo para a hipertrofia.

É importante ressaltar que a hipertrofia cardíaca requer acompanhamento médico regular e um plano de tratamento individualizado, baseado na causa subjacente e nas necessidades específicas de cada paciente. O tratamento pode ajudar a controlar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de complicações cardiovasculares. Portanto, ao ser diagnosticado com hipertrofia cardíaca, é essencial buscar orientação de um cardiologista para o devido acompanhamento e cuidado.

Além disso, o estilo de vida desempenha um papel fundamental no tratamento da hipertrofia cardíaca. Adotar hábitos saudáveis pode ajudar a controlar os fatores de risco e melhorar a saúde do coração e falaremos mais sobre isso a seguir!

Qual a relação entre doenças cardíacas e vida saudável

Como você viu, manter uma rotina saudável é fundamental para cuidar do coração e evitar doenças como a miocardiopatia. 

A alimentação saudável é o principal pilar dessa questão. Manter um plano alimentar que contemple alimentos como carnes magras, peixes, frutas, vegetais, legumes e alimentos ricos em fibras é algo essencial para fornecer mais saúde para o coração. 

Dessa forma, a dica é contar com um profissional de nutrição de forma constante, sobretudo para aquelas pessoas que já possuem histórico de doenças cardíacas ou mesmo que possuem alguma condição favorável ao desenvolvimento dessas doenças. 

Por fim, uma rotina de exercícios físicos também precisa ser destacada. É claro que precisamos destacar que existem limites para quem possui miocardiopatia, no entanto, uma rotina ativa ajuda a manter nosso corpo mais forte e saudável, evitando fatores que podem ser complicadores como o excesso de peso. 

O que você achou deste conteúdo sobre miocardiopatia? Aqui no nosso blog você encontra mais conteúdos sobre saúde e qualidade de vida, veja nossos materiais e encontre dicas e conhecimento para colocar em prática em seu dia a dia. 

Entre em contato e receba mais orientações com o nosso cardiologista do esporte.

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