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nmes Estimulação Elétrica Neuromuscular

NMES na fisioterapia: estimulação elétrica neuromuscular

A Estimulação Elétrica Neuromuscular (NMES) tem se destacado como uma abordagem inovadora e eficaz no campo da fisioterapia, oferecendo um arsenal terapêutico promissor para o tratamento de uma variedade de condições neuromusculares.

Esta técnica utiliza correntes elétricas para estimular nervos periféricos, promovendo contrações musculares controladas e modulando a atividade neural. Ao explorar os benefícios da  NMES, este artigo busca aprofundar nossa compreensão sobre a sua aplicação na fisioterapia, destacando as potenciais contribuições para a reabilitação, a redução da dor e o aprimoramento da função muscular. 

A análise crítica desses aspectos visa não apenas fornecer uma visão abrangente das aplicações clínicas atuais, mas também incitar reflexões sobre as futuras direções e aprimoramentos desta abordagem terapêutica inovadora.

O que é NMES?

A sigla NMES se refere à Estimulação Elétrica Neuromuscular. Vamos explorar o significado e o conceito dessa técnica:

  • Significado:
    • Estimulação Elétrica: Envolve a aplicação controlada de correntes elétricas.
    • Neuromuscular: Refere-se à relação entre os nervos e os músculos, indicando que a técnica atua na estimulação dos nervos periféricos para influenciar a resposta muscular.
  • Conceito:

A NMES é uma técnica terapêutica que utiliza correntes elétricas para estimular nervos periféricos e induzir contrações musculares. O objetivo é melhorar a função muscular, acelerar a recuperação de lesões, controlar a dor, e contribuir para diversos objetivos de reabilitação. A aplicação de estímulos elétricos controlados imita os sinais naturais do sistema nervoso, promovendo contrações musculares específicas.

  • História:

A história da estimulação elétrica remonta a experimentos realizados no século XVIII, mas a aplicação clínica mais específica, como na fisioterapia, começou a se desenvolver ao longo do século XX. A NMES evoluiu com os avanços tecnológicos, tornando-se uma técnica mais refinada e amplamente utilizada na reabilitação física. Desde então, tem sido aplicada em uma variedade de contextos terapêuticos, ajudando na recuperação de lesões, no fortalecimento muscular e em outras áreas da fisioterapia.

A NMES continua a ser uma área de pesquisa e desenvolvimento, com a busca constante por melhores compreensões dos mecanismos envolvidos e novas aplicações terapêuticas. Sua eficácia tem contribuído significativamente para os protocolos de tratamento fisioterapêuticos modernos.

Como funciona a estimulação elétrica neuromuscular?

A Estimulação Elétrica Neuromuscular (NMES) funciona através da aplicação de correntes elétricas controladas em áreas específicas do corpo, visando estimular nervos periféricos e induzir contrações musculares.

O processo envolve alguns passos-chave:

Preparação do Paciente 

Antes de iniciar o procedimento, é necessário preparar a pele do paciente, garantindo que esteja limpa e seca. Eletrodos condutores são então colocados na superfície da pele, sobre os músculos-alvo ou nos nervos que inervam esses músculos.

Seleção de Parâmetros

O fisioterapeuta ou profissional de saúde responsável pela aplicação da NMES ajusta os parâmetros do estímulo elétrico de acordo com as necessidades do paciente e os objetivos terapêuticos. Isso inclui a intensidade da corrente, a frequência, a duração do impulso e outros fatores.

Estímulo Elétrico 

Uma vez que os eletrodos estão posicionados e os parâmetros estão configurados, o equipamento de NMES emite pulsos elétricos controlados. Esses pulsos imitam os sinais naturais do sistema nervoso, ativando os nervos periféricos e, subsequentemente, desencadeando contrações musculares.

Contrações Musculares Controladas 

A corrente elétrica induzida pela NMES resulta em contrações musculares que podem ser controladas e ajustadas de acordo com a necessidade terapêutica. Isso é particularmente útil em situações em que a ativação muscular voluntária pode ser limitada devido a lesões, cirurgias ou outras condições.

Aplicações Terapêuticas 

A NMES é aplicada em uma variedade de contextos terapêuticos, incluindo reabilitação pós-cirúrgica, fortalecimento muscular, controle da dor, melhoria da circulação sanguínea, recuperação de lesões esportivas e prevenção da atrofia muscular.

A eficácia da NMES depende da precisão na seleção dos parâmetros e da adequada supervisão profissional. Por isso, é fundamental que seja realizada por fisioterapeutas ou profissionais de saúde treinados, que podem adaptar a técnica de acordo com as necessidades específicas de cada paciente.

Quando a eletroterapia é indicada?

A Estimulação Elétrica Neuromuscular  é indicada em diversas situações clínicas para promover a reabilitação e melhorar a função neuromuscular.

Algumas das indicações comuns incluem:

  1. Reabilitação Pós-Cirúrgica: Após cirurgias ortopédicas, neurológicas ou outros procedimentos, a NMES pode ser utilizada para prevenir a atrofia muscular, melhorar a força muscular e facilitar a recuperação.
  2. Fortalecimento Muscular: A NMES é frequentemente empregada para fortalecer músculos específicos, especialmente em casos em que a ativação muscular voluntária é limitada.
  3. Recuperação de Lesões Musculares e Articulares: Lesões como distensões musculares, entorses e outras lesões musculoesqueléticas podem se beneficiar da NMES para reduzir a dor, promover a cicatrização e melhorar a função muscular.
  4. Controle da Dor: A NMES pode ser utilizada como parte de um programa de controle da dor, ajudando a reduzir a percepção da dor e promovendo o relaxamento muscular.
  5. Melhoria da Coordenação Muscular: Em situações em que a coordenação muscular está comprometida, como após um acidente vascular cerebral (AVC) ou em condições neuromusculares, a NMES pode ser usada para melhorar a coordenação dos movimentos.
  6. Prevenção da Atrofia Muscular: Em casos de imobilização de membros devido a lesões ou cirurgias, a NMES pode ajudar a prevenir a atrofia muscular mantendo a estimulação elétrica dos músculos.
  7. Recuperação de Lesões Esportivas: Atletas frequentemente recorrem à  NMES para acelerar a recuperação de lesões esportivas e facilitar o retorno às atividades físicas.
  8. Treinamento Muscular Específico: A NMES pode ser usada como parte de programas de treinamento muscular específico, permitindo a ativação controlada de músculos para alcançar objetivos terapêuticos ou de condicionamento físico.
  9. Melhoria da Função Neurológica: Em condições neurológicas como paralisia cerebral, a NMES p ode ser incorporada como parte de um programa abrangente de reabilitação para melhorar a função neuromuscular.

É importante ressaltar que a NMES deve ser prescrita e administrada por profissionais de saúde qualificados, como fisioterapeutas, que avaliam a condição clínica individual de cada paciente e ajustam os parâmetros de estimulação de acordo com as necessidades específicas. 

NMES eletroestimulação neuromuscular: Como é feito o procedimento:

O procedimento de Eletroestimulação Neuromuscular (NMES) envolve vários passos e deve ser conduzido por profissionais de saúde treinados, como fisioterapeutas. Para que você se mantenha mais tranquilo, trouxemos em detalhes as etapas desse procedimento:

1° etapa – Avaliação do Paciente

Antes de iniciar a NMES, o profissional de saúde realiza uma avaliação completa do paciente. Isso inclui uma análise da condição física, histórico médico, objetivos terapêuticos e quaisquer restrições ou contraindicações.

2° etapa – Preparação do Paciente

A pele na área de tratamento é preparada, garantindo que esteja limpa e seca. Em alguns casos, pode ser necessário aparar ou raspar os pelos para garantir uma boa aderência dos eletrodos.

3° etapa – Colocação dos Eletrodos

Eletrodos adesivos são posicionados na pele sobre os músculos-alvo ou nos nervos que inervam esses músculos. A colocação adequada dos eletrodos é crucial para obter resultados eficazes e seguros.

4° etapa – Seleção dos Parâmetros

O fisioterapeuta seleciona os parâmetros do estímulo elétrico de acordo com as necessidades específicas do paciente e os objetivos terapêuticos. Isso inclui a intensidade da corrente, frequência, duração do impulso e padrão de estimulação.

5° etapa – Início do Estímulo Elétrico

O equipamento de NMES é ligado, e o estímulo elétrico é gradualmente aumentado até atingir os níveis desejados. O paciente geralmente sentirá uma sensação de formigamento ou contração muscular durante o procedimento.

6° etapa – Ajustes Durante o Tratamento

Ao longo da sessão, o profissional monitora a resposta do paciente e faz ajustes nos parâmetros conforme necessário. Isso pode incluir aumentar ou diminuir a intensidade da corrente ou ajustar a frequência para otimizar os resultados.

7° etapa – Finalização da Sessão

Ao término da sessão, o estímulo elétrico é gradualmente reduzido e, eventualmente, interrompido. Os eletrodos são removidos, e o paciente pode ser orientado sobre atividades pós-tratamento, como exercícios complementares ou precauções.

8° etapa – Reavaliação e Planejamento Futuro

Após a sessão, o profissional de saúde reavalia o progresso do paciente e ajusta o plano de tratamento conforme necessário. O número total de sessões e a frequência do tratamento podem variar com base na condição clínica e na resposta individual do paciente.

É fundamental destacar que a NMES deve ser realizada por profissionais treinados para garantir a segurança e eficácia do procedimento. O protocolo exato pode variar dependendo da condição clínica específica do paciente e dos objetivos terapêuticos.

Como o corpo reage à estimulação elétrica?

A estimulação elétrica é uma técnica que utiliza correntes elétricas para estimular o corpo. Essas correntes podem ser aplicadas por meio de eletrodos colocados na pele, ou por meio de implantes cirúrgicos.

Ao entrar em contato com o corpo, as correntes elétricas provocam uma série de reações fisiológicas. Essas reações variam de acordo com a intensidade, frequência e duração da corrente elétrica.

A sensação de estimulação elétrica varia de acordo com a intensidade, frequência e duração da corrente elétrica. Em geral, a estimulação elétrica é descrita como uma sensação de formigamento, vibração ou contração muscular.

A intensidade da corrente elétrica determina a força da sensação. Correntes elétricas mais intensas produzem uma sensação mais forte.

A frequência da corrente elétrica determina a velocidade com que as ondas elétricas passam pelo corpo. Correntes elétricas de alta frequência produzem uma sensação mais aguda, enquanto correntes elétricas de baixa frequência produzem uma sensação mais suave.

A duração da corrente elétrica determina quanto tempo a sensação dura. Correntes elétricas de curta duração produzem uma sensação mais rápida, enquanto correntes elétricas de longa duração produzem uma sensação mais prolongada.

Veja alguns exemplos específicos de como a sensação de estimulação elétrica pode variar:

  1. No caso da NMES, a sensação de formigamento ou vibração é geralmente sentida no músculo que está sendo estimulado. A intensidade da sensação pode ser ajustada para atender às necessidades do paciente.
  2. No caso da Fes, a sensação de contração muscular é geralmente sentida no músculo que está sendo controlado. A intensidade da sensação pode ser ajustada para produzir o movimento desejado.
  3. No caso da eletroestimulação transcutânea (TENS), a sensação de formigamento ou vibração é geralmente sentida na área da pele onde os eletrodos estão aplicados. A intensidade da sensação pode ser ajustada para reduzir a dor.

A estimulação elétrica é uma técnica versátil que pode ser utilizada para uma variedade de fins. Ela é uma ferramenta valiosa para os profissionais de saúde, que podem utilizá-la para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Quais são os outros tipos de estimulação elétrica além da NMES?

Além da Estimulação Elétrica Neuromuscular (NMES), existem diversos outros tipos de estimulação elétrica utilizados em contextos clínicos para diferentes finalidades terapêuticas.

Alguns desses tipos incluem:

Estimulação Elétrica Funcional (EEF)

Similar à NMES, a Estimulação Elétrica Funcional envolve a aplicação de correntes elétricas para estimular nervos e músculos, visando melhorar a função muscular e facilitar movimentos específicos. Pode ser usada em casos de paralisia ou fraqueza muscular.

Estimulação Elétrica Transcutânea (TENS – Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation)

A TENS é utilizada para o controle da dor. Envolve a aplicação de correntes elétricas de baixa frequência na superfície da pele para modular a percepção da dor. É comumente usada em casos de dor crônica ou aguda.

Estimulação Elétrica Cerebral Não Invasiva (tDCS – transcranial Direct Current Stimulation)

A tDCS é uma técnica que envolve a aplicação de correntes elétricas de baixa intensidade no couro cabeludo para modular a atividade cerebral. Pode ser usada em pesquisas para investigar efeitos cognitivos, bem como em abordagens terapêuticas para certas condições neurológicas.

Estimulação Magnética Transcraniana (TMS – Transcranial Magnetic Stimulation)

Embora não seja elétrica, a TMS envolve a aplicação de campos magnéticos no couro cabeludo para induzir correntes elétricas no cérebro. É usada em pesquisas e, em alguns casos, na prática clínica para tratar distúrbios neuropsiquiátricos.

Estimulação Nervosa Elétrica Implante (INS – Implantable Nerve Stimulation)

Envolve a implantação de dispositivos eletrônicos para fornecer estimulação elétrica direta a nervos específicos, muitas vezes para o controle da dor crônica ou em distúrbios neuromusculares.

Estimulação Elétrica Funcional Implante (FES – Functional Electrical Stimulation)

Semelhante à EEF, o FES fisioterapia envolve a utilização de dispositivos implantáveis para estimular nervos e músculos, frequentemente para restaurar funções perdidas devido a lesões ou condições neuromusculares.

Estimulação do Nervo Vago (VNS – Vagus Nerve Stimulation)

Um dispositivo implantável estimula o nervo vago para tratar condições neuropsiquiátricas e epilepsia, mostrando efeitos positivos na regulação do humor e na redução de crises epilépticas.

Essas são apenas algumas das formas de estimulação elétrica utilizadas em medicina. Cada uma dessas técnicas tem aplicações específicas e é prescrita por profissionais de saúde qualificados, dependendo das necessidades clínicas do paciente.

NMES fisioterapia e Fes fisioterapia é a mesma coisa? 

Não, NMES fisioterapia e Fes fisioterapia não são a mesma coisa. NMES é a sigla para Estimulação Elétrica Neuromuscular, enquanto Fes é a sigla para Estimulação Elétrica Funcional. Ambas as técnicas utilizam correntes elétricas para estimular os músculos, mas têm objetivos diferentes.

A NMES é uma técnica geral que pode ser utilizada para diversos fins, como:

  • Aumento da força muscular
  • Melhora da amplitude de movimento
  • Reabilitação de lesões
  • Controle da dor
  • Prevenção de atrofia muscular

A Fes, por sua vez, é uma técnica mais específica que é utilizada para controlar o movimento muscular. Ela pode ser utilizada para:

  • Facilitar a marcha em pacientes com paralisia
  • Reabilitar a função de membros superiores em pacientes com acidente vascular cerebral
  • Controlar a contração muscular em pacientes com incontinência urinária ou fecal

No contexto da fisioterapia, a NMES e a Fes são técnicas complementares que podem ser utilizadas em conjunto para otimizar os resultados do tratamento. Por exemplo, a NMES pode ser utilizada para aumentar a força muscular, enquanto a Fes pode ser utilizada para facilitar a marcha.

10 Benefícios da estimulação elétrica neuromuscular (NMES)

A NMES oferece diversos benefícios terapêuticos em várias condições clínicas. Conheça alguns dos benefícios comuns associados à utilização da NMES:

  1. Fortalecimento Muscular: A NMES é eficaz para promover o fortalecimento muscular, especialmente em situações em que a ativação muscular voluntária é limitada, como após cirurgias ou lesões.
  2. Prevenção de Atrofia Muscular: Em casos de imobilização de membros, a NMES pode ajudar a prevenir a atrofia muscular mantendo a estimulação elétrica dos músculos.
  3. Recuperação Pós-Cirúrgica: A NMESé frequentemente utilizada na reabilitação pós-cirúrgica para acelerar a recuperação, melhorar a função muscular e reduzir a atrofia.
  4. Controle da Dor: A NMES pode contribuir para o controle da dor, seja através da ativação de mecanismos neuromoduladores ou redução da percepção da dor.
  5. Melhoria da Função Neuromuscular: A técnica é eficaz na melhoria da função neuromuscular, contribuindo para a coordenação motora e a capacidade de realizar movimentos específicos.
  6. Melhoria da Circulação Sanguínea: A NMES pode promover a melhoria da circulação sanguínea na área tratada, o que pode ser benéfico para a recuperação de lesões e o fornecimento adequado de nutrientes aos tecidos.
  7. Aumento da Mobilidade Articular: Ao promover a contração muscular controlada, a NMES pode ajudar na manutenção e aumento da mobilidade articular.
  8. Redução do Edema: Em alguns casos, a NMES pode auxiliar na redução do inchaço (edema) associado a lesões ou condições inflamatórias.
  9. Facilitação da Reabilitação Neurológica: Em pacientes com condições neurológicas, como AVC ou lesões medulares, a NMES pode ser uma ferramenta útil para facilitar a reabilitação e melhorar a função motora.
  10. Aprimoramento do Desempenho Atlético: Atletas podem utilizar a NMES como parte de programas de treinamento para otimizar o desempenho e acelerar a recuperação de lesões esportivas.

É importante notar que os benefícios específicos da NMES podem variar dependendo da condição clínica do paciente, dos objetivos terapêuticos e da forma como a técnica é aplicada. 

Conclusão

A Estimulação Elétrica Neuromuscular (NMES) destaca-se como uma abordagem terapêutica inovadora na fisioterapia, oferecendo uma gama de benefícios que abrangem desde o fortalecimento muscular até a recuperação pós-cirúrgica. 

Ao utilizar correntes elétricas controladas para induzir contrações musculares, a NMES demonstra eficácia na prevenção de atrofia, controle da dor e melhoria da função neuromuscular. Seus amplos usos, desde a reabilitação neurológica até o suporte ao desempenho atlético, destacam-na como uma ferramenta versátil. 

Entretanto, é crucial ressaltar que a aplicação da NMES deve ser conduzida por profissionais de saúde capacitados, ajustando-se às necessidades individuais de cada paciente. Dessa forma, a NMES continua a contribuir significativamente para a evolução dos tratamentos fisioterapêuticos, proporcionando ganhos notáveis na qualidade de vida e recuperação de diversos indivíduos. 

Se está pensando fazer um plano de tratamento de eletroterapia ou ainda tem dúvidas sobre o tema, conte com a equipe médica da Clinica Vicci e mantenha-se em movimento. Entre em contato conosco e agende sua avaliação.

 

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